A exemplo do que aconteceu simultaneamente em todo o país na manhã desta terça-feira (5/7), os bancários de Rondônia também participaram do Dia Nacional de Luta contra o assédio moral e sexual e, em manifesto realizado na frente da agência Madeira-Mamoré da Caixa Econômica Federal, na região central de Porto Velho, conclamaram a população a combater o assédio sexual sem medo, denunciando todo e qualquer caso de violência contra as mulheres.
“Toda a sociedade brasileira já deve estar a par do escândalo que veio à tona na semana passada, com as denúncias amplamente publicadas na imprensa nacional e nas redes sociais: o então presidente da Caixa, o maior banco público do país, que supostamente praticava assédio sexuais com as mulheres que aqui trabalham. Também estão sendo apuradas as denúncias de que o presidente do banco também assediava moralmente todos os demais trabalhadores, tratando-os até mesmo com ameaças e palavras de baixo calão. Pedro Guimarães, o PG, um aliado de Jair Bolsonaro já caiu, pediu demissão, tentando se livrar da investigação interna, iniciada agora, pois outras que foram feitas na CORED (Comissão de Ética e Corregedoria) nem chegaram a ser apuradas porque o PG controlava, a ferro e fogo, todos os órgãos da Caixa. Mas para nós, mulheres, que sempre fomos as maiores vítimas do comportamento abjeto de homens como ele, apenas a demissão não basta. Queremos que todas as denúncias contra o ex-presidente da Caixa sejam devidamente apuradas e que ele seja punido com o rigor da lei, para que isso represente não apenas um ato de Justiça para as mulheres e homens que trabalham na Caixa, mas que sirva de exemplo para todos, para que os assediadores pensem muito melhor antes de cometer estes crimes dentro e fora dos locais de trabalho”, disse Ivone Colombo, presidenta do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO).
“É o modelo que está doente e precisamos combater, precisamos denunciar. Pedro Guimarães instituiu o modelo de gestão na base terror dentro da Caixa, onde ninguém poderia falar nada, e quem denunciasse ele perseguia e tirava a função. Sua esposa sai de casa e lá o chefe assedia ela diariamente. A nossa sociedade não pode conviver com isso, ou achar que isso é um assunto banal. Esse é um problema dos homens e os homens precisam estar envolvidos neste assunto, para combater e denunciar os homens que não tem uma postura moral e ética. Portanto queremos a apuração de todas as denúncias que recaem sobre Pedro Guimarães e queremos vê-lo na cadeia pagando pelos crimes que supostamente cometeu e que, inclusive, responde na justiça por, supostamente, ter usado dinheiro da Caixa, dinheiro nosso – a Caixa é uma empresa pública – pra fazer campanha pro atual presidente da República, Jair Bolsonaro”, disparou Cleiton dos Santos, secretário geral do SEEB-RO e presidente da Fetec-CN-CUT.



