O Comando Nacional dos Bancários voltou a se reunir com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nessa terça-feira (4/8), na sexta rodada de negociações no âmbito da Campanha Nacional Unificada da categoria por aumento real e melhores condições de trabalho.
Nas últimas cinco rodadas, realizadas até 30 de julho, o Comando Nacional defendeu ponto a ponto a pauta de reivindicações das bancárias e dos bancários, com base em dados técnicos e na realidade financeira do setor.
Os trabalhadores cobram, agora, que a partir dessa terça (4), os bancos tragam respostas reais sobre aumento na remuneração e em defesa da saúde mental, estabilidade e reconhecimento profissional de cada bancária e de cada bancário.
E é este um dos principais pontos abordados pelos dirigentes do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO) em reuniões que estão promovendo com bancários e bancárias das agências da região de Guajará-Mirim nesta semana.
“Em todo país os bancários estão mobilizados com objetivo de aprofundar a pressão por respostas da Fenaban. Por isso estamos esclarecendo aos trabalhadores a importância de estarmos unidos em mais uma campanha difícil e exaustiva, e conseguir quebrar a resistência dos bancos, pois sabemos que eles tem total condições de atender as reivindicações da categoria bancária”, afirmou Ricardo Vitor, secretário geral do SEEB-RO, acompanhado de José Toscano, secretário de Finanças.
Veja a seguir a linha do tempo das negociações já realizadas:
24 de junho | Entrega da Pauta de Reivindicações
O Comando Nacional entrega oficialmente a minuta à Fenaban e abre as mesas específicas dos bancos públicos (BB, Caixa, BNB, BNDES) e privados (Bradesco, Itaú, Santander, Mercantil).
02 de julho | 1ª Rodada – Cláusulas Sociais
Movimento sindical reivindica melhorias em cláusulas sociais relacionadas às pessoas com deficiência (PCDs) e melhores condições de trabalho para toda a categoria, incluindo a implementação da escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três dias de descanso); defesa do teletrabalho e direito à desconexão. Segurança bancária digital também foi um tema abordado.
07 de julho | 2ª Rodada – Emprego e Tecnologia
Debate focado no combate às demissões, impactos das reestruturações, regulação da Inteligência Artificial, teletrabalho e fechamento de agências.
16 de julho | 3ª Rodada – Igualdade de Oportunidades
Pauta focada no combate à discriminação, ampliação de direitos para mulheres, negros, pessoas com deficiência (PCD), população LGBTQIA+ e neurodivergentes.
21 de julho | 4ª Rodada – Saúde e Condições de Trabalho
Cobrança de combate às metas abusivas, enfrentamento dos riscos psicossociais e atuação nas comissões de saúde (NR-1).
30 de julho | 5ª Rodada – Cláusulas Econômicas
Apresentação dos dados de lucratividade do setor e exigência formal de aumento real nos salários, PLR, VA/VR e demais verbas.
RAIO-X DO DIEESE
- Defasagem nos Vales: O VA acumula perda de -13% (2019-2025) e o VR de -3,7% (2023-2025). Para recompor o poder de compra de 2019, o VA mensal precisaria subir de R$ 924,47 para R$ 1.293,73 (reajuste de 40%).
- Corte nas despesas com pessoal: Desde 2016, a folha de pagamento dos bancos caiu 7% (sem contar a PLR, a queda é de 11%).
- PLR minguando: Em 1995, os bancos privados distribuíam um percentual de PLR que chegava a alcançar 14%; em 2025, distribuíram em média apenas 5,9%. Entre os bancos públicos, só a Caixa atingiu o teto de 15%, acordado na CCT, enquanto Banco do Brasil se aproximou do índice, com distribuição média de 11%.
- Piso salarial digno: sindicatos exigiram a criação de um piso para TI e, para as funções de entrada na categoria em geral, aplicar como piso o “Salário Mínimo Necessário do Dieese” (R$ 7.999,44).
