A greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao seu sexto dia nesta terça-feira (15/9) e, em Rondônia, os empregados se concentraram em frente à agência Madeira-Mamoré (no centro de Porto Velho) vestindo roupas predominantemente pretas em protesto contra a postura intransigente da direção do banco, que se nega a melhorar cláusulas fundamentais para os trabalhadores, como o Saúde Caixa, o Super Caixa (programa de remuneração variável e premiação por desempenho criado para os empregados das redes de varejo e atacado) entre outras cláusulas que exigem valorização e melhores condições de trabalho.
“Só temos a agradecer e parabenizar a todos os empregados e empregadas da Caixa, pela coragem e determinação de estar aqui, unidos e fortes. É importante destacar que esta luta dos empregados da Caixa não objetiva apenas melhores propostas para o Saúde Caixa e o Super Caixa, mas principalmente para que o banco reconheça e valorize seus empregados, pois são eles que – mesmo com pressão, assédio moral e com a saúde física e mental constantemente comprometidas – estão todos os dias nas agências atendendo ao público e promovendo o papel social do próprio banco”, enalteceu Ivone Colombo, presidenta do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO).
A paralisação de hoje (15/9), em Porto Velho, também foi marcada por uma passeata promovida pelos empregados nas ruas que, simbolicamente, “abraçam” a Madeira-Mamoré (a maior agência da Caixa no Estado), com o objetivo de levar à população os motivos da luta dos trabalhadores, que foram “empurrados” para a greve pela intransigência do próprio banco.
NÃO À DESINFORMAÇÃO!
O Sindicato, reunido com os empregados em Porto Velho e em todos os locais que têm uma agência da Caixa em Rondônia, alertou os trabalhadores para ter cautela e atenção no momento em que recebem qualquer informação sobre o andamento (ou não) das negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a direção nacional da Caixa, principalmente por aplicativos de mensagens instantâneas, como WhatsApp e Telegram.
“Pedimos a todos que sempre tenham atenção à fonte que divulgou aquele link ou texto, pois muitas vezes são informações que não condizem com a realidade atual da luta ou, até mesmo ‘plantadas’ por ‘infiltrados’ que querem causar o esvaziamento da greve e a ruptura no movimento. Portanto, caso alguém tenha alguma dúvida procure qualquer um dos membros da diretoria do Sindicato, e esteja sempre acompanhando as nossas redes oficiais de comunicação (site, Instagram, Facebook ou WhatsApp)”, acrescentou Ivone Colombo, que é membro do Comando Nacional dos Bancários.

