As empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, titulares do Saúde Caixa, aprovaram a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do plano de saúde em assembleias realizadas por sindicatos da categoria em todo o país.
Do total de votantes no sistema centralizado pela Contraf-CUT, 65,84% foram favoráveis ao acordo. O acordo foi aprovado em todas as capitais e nas grandes bases sindicais, exceto em Belo Horizonte. Em Rondônia o índice de aprovação foi ainda maior, com 87,97% dos votos.
A deliberação foi realizada de forma remota, por meio de plataforma eletrônica de votação VOTABEM, das 19h de terça-feira (11) às 14h de quarta-feira (12). Aposentados e pensionistas titulares do plano também participaram do pleito.
“Só temos a agradecer a todos os empregados da Caixa que participaram da votação nesses dois dias. Isso demonstra que sempre houve uma corrente ampla entre os trabalhadores que não admitem mais reajustes no seu plano de saúde, e por isso a orientação do Sindicato foi pela aprovação do ACT”, mencionou Ivone Colombo, presidenta do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO).
Ela explica ainda que as negociações do Saúde Caixa vão continuar mesmo após a aprovação do acordo nas assembleias. “O reajuste zero foi uma conquista, mas ainda temos que discutir a igualdade de direitos para quem foi contratado a partir de setembro de 2018 e, também, o que é preciso ser feito para acabar com o teto de gastos da Caixa com a saúde”, acrescentou.
“Importante a aprovação da proposta que garante reajuste zero nas mensalidades do nosso plano de saúde. Isso vai impedir o sufoco financeiro ainda maior de muitas empregadas e empregados devido aos valores pagos ao plano de saúde e até mesmo o abandono do plano por outros, que não teriam como arcar com os pagamentos se houve reajuste nos valores”, disse o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da caixa, Felipe Pacheco.
Com a aprovação nas assembleias, o acordo será assinado e passa a ter validade a partir de 1º de janeiro, com vigência até 31 de agosto de 2026.