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Bancários de Rondônia protestam contra fechamento de agências e demissões no Bradesco

Os bancários de Rondônia retardaram, na manhã desta terça-feira (17/3), a abertura de agências do Bradesco em Porto Velho, Ariquemes e Ji-Paraná, como parte do Dia Nacional de Luta contra as demissões no Bradesco, que aconteceu simultaneamente em todo país e denunciou a política do banco de reduzir empregos e fechar unidades enquanto amplia seus lucros.

O primeiro dia nacional da campanha ocorreu em 19 de novembro de 2025 e marcou o início de uma mobilização permanente em defesa do emprego bancário e do atendimento digno à população e contra o fechamento de agências.

“A sociedade precisa saber que o Bradesco vem promovendo uma onda de demissões e fechamento de postos de trabalho em todo o país, e que em Rondônia isso não é diferente. O banco não se importa com a dignidade dos seus funcionários, pois demite principalmente os bancários que são portadores de alguma doença ocupacional (criada pelas atividades do dia a dia no trabalho), e também menospreza a população, que é diretamente atingida com os fechamentos de agências e com a piora no atendimento que já é precário”, explica Ivone Colombo, presidenta do SEEB-RO.

“O Sindicato sempre estará participando das atividades que objetivam combater essa política desumana do Bradesco, que diariamente causa insegurança nos locais de trabalho – com o medo constante de perder o emprego – e causa revolta aos clientes e usuários, que acabam penalizados quando precisam ir a uma agência e a encontram superlotadas – com atendimento muitas vezes sem funcionários – ou, para piorar, a encontram fechadas permanentemente”, acrescenta Ivone.

LUCRO BILIONÁRIO

Em 2025 o Bradesco registrou lucro líquido de R$ 24,7 bilhões, um crescimento de 26%. Mesmo com menos agências e menos trabalhadores, as receitas com tarifas cresceram 8,9%.

Ou seja, os clientes continuam pagando tarifas e juros elevados enquanto o banco reduz a estrutura e piora ainda mais o atendimento ao público.

Nos últimos anos, o Bradesco promoveu uma forte redução no número de bancários. Dados do Dieese mostram que 7,5 mil postos de trabalho foram fechados em cinco anos, 3.539 demissões ocorreram desde março de 2024, início do novo plano estratégico.

Além disso, 1.923 vagas foram eliminadas apenas em 2025. O resultado é sobrecarga de trabalho, pressão por metas e piora nas condições de trabalho para quem permanece no banco.

O IMPACTO PARA AS PESSOAS

O fechamento de unidades e a redução de funcionários afetam diretamente o atendimento à população, que se deparam com:

  • mais filas nas agências
  • maior dificuldade para resolver
  • problemas
  • atendimento cada vez mais digitalizado
  • redução do acesso a serviços bancários em cidades menores e regiões periféricas
  • Enquanto isso, tarifas e juros continuam sendo cobrados normalmente.

ESSA LUTA É DE TODOS

A luta contra as demissões no Bradesco não é apenas dos trabalhadores. Ela também é dos clientes e da sociedade, que pagam tarifas e juros altos e têm direito a um atendimento digno.

Fonte: SEEB-RO

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