Os funcionários do Credisis, em assembleia geral realizada no dia 10/9, no Máximus Hotel, em Ji-Paraná, por maioria de votos aprovaram a proposta patronal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025-2027, que contempla, entre outros itens, o reajuste salarial de 5,70% (5,20% da inflação e mais 0,50% de ganho real) e tíquete alimentação no valor de R$ 2.020,00.
Estes dois importantes índices econômicos ficaram abaixo da reivindicação inicial dos trabalhadores, que era de reajuste salarial pelo INPC + 5% de ganho real, e aumento do vale-alimentação de R$ 1.800,00 para R$ 2.100,00.
Veja abaixo as demais propostas apresentadas pelos empregadores e aprovada pelos cooperativários do Credisis.
Reajuste salarial de 5,70%, sendo 5,20% da inflação com concessão de 0,50% a título de ganho real;
Tíquete alimentação no valor de R$ 2.020,00;
Auxílio-Saúde: mantêm-se os percentuais praticados, sendo facultado ao empregado que atualmente usa plano próprio permanecer por 6 meses (transição), com reembolso parcial (56%) durante esse período. Após esse prazo, a inclusão será obrigatória no plano da cooperativa. Os novos empregados contratados após a assinatura do ACT, se optarem pela adesão ao plano de saúde, deverão ser incluídos no plano da cooperativa.
Substituição de comissionados: no caso de substituição temporária de empregado em outra função (férias, afastamento ou situações equivalentes), o substituto fará jus ao salário correspondente à função substituída, proporcional ao período de exercício, sendo que em caso de substituição da mesma função (classe), de empregado em faixa salarial superior (nível), fica definido que o empregado substituto receberá o salário do nível imediatamente superior ao seu.
Formação superior: será consignado na cláusula que o incentivo será concedido desde que haja saldo disponível no fundo FATES.
Homologação: possibilidade de realizar homologação por videoconferência, mediante assinatura digital do TRCT;
Jornada de trabalho: cursos e treinamentos obrigatórios, sem qualquer ônus para o empregado. Na hipótese de cursos obrigatórios ocorrerem fora da jornada, o tempo será computado como hora extraordinária, com devido pagamento ou compensação em bancos de horas. As horas destinadas a cursos para progressão de função, realizados fora do horário de trabalho, não serão consideradas como horas extraordinárias, tendo em vista que a ascensão profissional do colaborador. A participação dos empregados em workshops, congressos, conferências, seminários e encontros profissionais, sejam presenciais ou on-line, quando autorizada pela cooperativa, não será considerada como hora extraordinária, tampouco gerará direito a banco de horas.
Assédio moral e sexual: a redação da cláusula foi ajustada, substituído o termo “coibirá” por “reprimirá”, mantendo o compromisso institucional e reprimir tais práticas.
Day Off: garantida folga no mês do aniversário do empregado, preferencialmente no próprio dia. Será garantida a folga mesmo quando o aniversário coincidir com finais de semana, feriados ou datas sem expediente da cooperativa;
Intervalo Intrajornada: a manutenção do intervalo de 1 hora (mínimo) até 2 horas (máximo), podendo em casos excepcionais (em dias específicos de grande demanda) ser reduzido respeitando o intervalo mínimo de 30 minutos. Também em caráter excepcional, poderá haver redução do intervalo intrajornada daquele empregado para 30 minutos, desde que o empregado apresente pedido formal ao sindicato com exposição de motivos, com a devida anuência da entidade sindical e assinatura de termo tripartite.
Assistência à atividade física: a cooperativa disponibilizará os empregados e seus dependentes acesso a plataformas de academias e atividades físicas, como o WellHub (Gympass), visando promoção de saúde e bem-estar. Dada as informações abriu votação para deliberação da proposta, obtendo por unanimidade a aprovação da proposta.
“Embora tenha sido aprovado, o ACT 2025-2027 foi construído após quatro negociações exaustivas e decepcionantes, principalmente para os trabalhadores, que por muito tempo aguardavam um gesto de sensibilidade, reconhecimento e valorização (por parte do sistema), e em vez disso, por muitas vezes, se depararam com propostas que traziam graves retrocessos, inclusive com perda de direitos já conquistados”, explicou Ivone Colombo, presidenta do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO).
“A assembleia é soberana e respeitamos a decisão da maioria, mas é importante lembrar que o Credisis tem sim condições de oferecer melhores salários, mais benefícios e melhores condições de trabalho, garantindo assim a real valorização para seus funcionários, os verdadeiros responsáveis pelo crescimento deste importante segmento do ramo financeiro no Estado”, mencionou Antônio Tavares, diretor de Cooperativas do SEEB-RO, que coordenou a assembleia geral ao lado de Ricardo Vítor, secretário geral do Sindicato, Irineu de Almeida (Regional Ji-Paraná) e Jonas Pinheiro (Regional Ariquemes).