A Justiça do Trabalho deu uma resposta firme e humana ao reconhecer que um bancário do Santander foi indevidamente dispensado por justa causa em um momento em que enfrentava sérios problemas de saúde diretamente decorrentes do trabalho.
A sentença determinou a reversão da justa causa aplicada, a reintegração imediata do trabalhador ao emprego, com o pagamento integral dos salários e benefícios desde a dispensa, além do reconhecimento de que ele é portador de doença ocupacional.
O processo revelou que o bancário, com mais de 18 anos de serviço, havia sido acusado pelo banco de praticar conduta irregular no atendimento de clientes, mas as provas demonstraram justamente o contrário, que ele sempre agiu com cautela no desempenho de suas atividades, seguindo os protocolos internos da própria instituição. A magistrada concluiu que o banco não apresentou provas da suposta fraude nem do envolvimento do empregado em qualquer ato desabonador que justificasse a penalidade que foi aplicada a ele.
O referido bancário dedicou quase duas décadas de sua vida ao Santander, exercendo suas funções com zelo, responsabilidade e comprometimento. Mas, em meio ao adoecimento provocado por intensas jornadas, metas abusivas e esforço repetitivo, o banco optou por descartá-lo, aplicando a penalidade mais severa, sem provas concretas e sem sequer lhe dar o direito de se defender.
Sendo assim, a decisão judicial foi categórica: o Santander não comprovou qualquer falta grave que justificasse a punição, e ignorou deliberadamente o quadro de saúde do trabalhador, que estava sob tratamento médico, com laudos atestando síndrome do túnel do carpo, tendinopatia crônica e lesões nos ombros e cotovelos, doenças típicas da rotina bancária.
“Essa decisão representa mais do que uma vitória jurídica, é o reconhecimento da dignidade e da trajetória de um trabalhador que dedicou anos de sua vida ao Santander. A Justiça restabeleceu o que nunca deveria ter sido negado: o direito de ser tratado com respeito”, destacou Ivone Colombo, presidenta do SEEB-RO.
O Sindicato, com a atuação da assessoria jurídica do escritório Fonseca & Assis – Advogados Associados, acompanhou o caso desde o início, garantindo que o bancário tivesse voz, amparo e justiça. Mais uma vez, o Sindicato reafirma que nenhum trabalhador está só diante de abusos patronais.
O SEEB-RO segue firme na luta por um sistema bancário mais humano, justo e comprometido com a vida de quem realmente faz os bancos existirem: os trabalhadores.