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Bancários de Rondônia protestam contra demissões e fechamento de agências em momento crucial da Campanha Nacional 2026

Agências bancárias de todo o estado estão sendo palco de atividades do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO) esta semana que será marcada pela apresentação da proposta global prometida pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) às reivindicações da categoria na Campanha Nacional Unificada 2026.

Desde ontem (10/8) o Sindicato tem feito reuniões com funcionários dos bancos das regionais Ji-Paraná, Rolim de Moura e Cacoal, levando esclarecimentos sobre as mesas de negociação realizadas, até o momento, entre o Comando Nacional dos Bancários e os representantes dos bancos, em São Paulo, alertando os trabalhadores a estarem atentos e unidos para uma possível paralisação nacional caso a Fenaban insista em trazer propostas insuficientes e que atacam direitos adquiridos.

Regional Ji-Paraná
Regional Cacoal
Regional Rolim de Moura

Já nesta terça-feira (11/8) o Sindicato atrasou, em uma hora, a abertura de uma agência do Bradesco em Porto Velho e outra em Ariquemes. O ato representa um protesto pela onda de demissões e fechamento de agências que o banco vem promovendo em plena Campanha Nacional.

O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 13,861 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado, o maior entre os três maiores bancos privados do país (Bradesco, Itaú e Santander) e o décimo trimestre consecutivo de aumento do lucro. E apesar disso o banco encerrou o primeiro semestre com 79.699 funcionários, dos quais 67.954 são bancários, após eliminar 2.448 postos de trabalho em 12 meses. No segundo trimestre, o saldo foi negativo em 868 empregos bancários.

No mesmo período, o banco fechou 324 agências em todo o país. Em contrapartida, sua base de clientes cresceu em 300 mil pessoas nos últimos 12 meses, sendo 100 mil no segundo trimestre, alcançando 110,4 milhões de clientes, segundo dados do Banco Central.

“Estes números confirmam que a realidade é bem diferente do que os bancos trazem para a mesa de negociação: os bancários estão sendo massacrados todos os dias, pois com tantas demissões e tão poucas agências, a demanda reprimida recai toda aos poucos bancários que permanecem, o atendimento ao público fica ainda mais extenuante e, junte-se a isso a pressão diária com a cobrança por metas inatingíveis, mais bancários adoecem. Portanto é uma gestão desumana que precisa ser combatida, e se não fizermos nada, mais pessoas serão demitidas, mais trabalhadores adoecerão e a população vai sofrer ainda mais com a falta de agências bancárias perto da sua casa ou, muitas vezes, na cidade onde moram”, enfatizou Ivone Colombo, presidenta do SEEB-RO.

Regional Ariquemes
Fonte: SEEB-RO

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