A categoria bancária realiza, desde a segunda-feira (6/7), em diversas cidades do país, dia nacional de mobilização contra a precarização do emprego bancário. As atividades estão sendo realizadas antes, durante e depois da segunda rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários 2026, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), quando Comando Nacional leva à mesa com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) reivindicações contra demissões e fechamento de agências bancárias.
Em Rondônia estas atividades acontecem por meio de reuniões com os bancários e bancários, a exemplo do que aconteceu na manhã desta quarta-feira (8/7), com os empregados da agência Madeira-Mamoré da Caixa Econômica Federal, em Porto Velho. Dirigentes do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO) explicaram aos bancários como é cada passo da Campanha Nacional, suas pautas, seus lemas e porque há uma Convenção Coletiva (CCT) e os Acordos Coletivos (ACT) específicos, como é o caso do ACT específico da Caixa.
EMPREGO AMEAÇADO
Entre 2015 e 2025, os bancos eliminaram quase 88 mil postos de trabalho no setor. No último ano desse período, entre 2024 e 2025, categoria perdeu cerca de 8 mil vínculos de trabalho.
A categoria bancária também aponta para a drástica queda no número de agências. Entre janeiro de 2015 e maio de 2026, foram fechadas 9,5 mil unidades. Só em 2026, até maio, foram encerradas 941 agências.
“Esse movimento de demissões e fechamento de agências em massa acontece ao mesmo tempo em que os bancos seguem registrando altos índices de lucros. Só em 2025, os cinco maiores bancos do país lucraram juntos R$ 124 bilhões de reais”, destaca a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.
A dirigente chama a atenção também que os bancos estão na contramão do mercado de trabalho, como um todo, e do próprio setor financeiro, onde estão inseridos, e que vêm apresentando crescimento no número de postos de trabalho e de unidades de atendimento.
“A partir de 2023, o país voltou a crescer e, desde então, passou a bater recorde após recorde nos níveis de carteira assinada, de pessoas ocupadas e na queda da taxa de desocupação”, explicou Juvandia Moreira.
