A agência do Banco do Brasil da avenida Jatuarana, zona Sul de Porto Velho, amanheceu interditada nesta sexta-feira (10/7) e, a exemplo do que aconteceu nos dias 11 de julho e 2 de agosto de 2024, pelo mesmo motivo: a falta de funcionários, que promove o adoecimento dos trabalhadores e impede um atendimento minimamente decente ao público.
A interdição foi novamente promovida pelo Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO) que, com faixas e carro de som, denunciou o descaso do banco para os clientes e usuários que apareciam no local e tinham que buscar atendimento nas agências do BB mais próximas.
“Há muito tempo relatamos à Superintendência do Banco do Brasil esta realidade em todas as agências do BB no estado, e esta agência da Jatuarana, em especial, sofre há anos com este problema: a falta de funcionários causada pelo adoecimento dos funcionários, que são obrigados a se afastar para cuidar da saúde. E os funcionários que permanecem na agência, como sempre, também acabam sofrendo, porque além de absorverem toda a sobrecarga com os serviços gerados (pelo déficit no quadro funcional), ainda agonizam com a constante cobrança por cumprimento de metas desumanas, e com o desaforo e revolta – muitas vezes com agressões verbais – dos clientes e usuários que não suportam mais um atendimento extremamente demorado. E tudo isso porque o banco só visa o lucro e despreza a saúde dos seus funcionários e a paciência da população”, menciona Ivone Colombo, presidenta do SEEB-RO.
Ela explica que além do número insuficiente de funcionários, todas as agências do BB possuem ‘claros’, aquelas vagas que são deixadas por funcionários que se aposentaram (ou mudaram de ramo profissional ou qualquer outro motivo) e jamais foram preenchidas.
“Há anos cobramos do BB uma solução para este problema, mas sempre recebemos, como resposta, as mesmas justificativas sem fundamento, as mesmas negativas, e até o momento nada foi feito para mudar esta situação. Para piorar o banco ainda exerce pressão sobre estes poucos funcionários, cobrando metas impossíveis com o simples objetivo de mais e mais lucros, e as pessoas que se contentem com o caos, o descaso e o desrespeito”, enfatizou Ivone Colombo.
DURANTE A CAMPANHA
A interdição ocorre um dia após a Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reunir com os representantes do banco na primeira rodada de negociações no âmbito da Campanha Nacional 2026, para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do BB, em São Paulo, onde os representantes dos trabalhadores cobraram, entre outras coisas, a abertura de concursos públicos para garantir a qualidade do atendimento presencial e humanizado aos clientes e pela saúde mental da categoria. Infelizmente a direção nacional do banco voltou a negar tal reivindicação.
