Compartilhar :

Trabalhadores do ramo financeiro hoje lutam por direitos básicos de qualquer ser humano, decretam advogados

Os advogados Tiago Staudt Wagner e Gabriela de Figueiredo Ferreira, do Escritório Fonseca & Assis Advogados Associados, trouxeram aos bancários e cooperativários que participaram do 27º Encontro dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia, uma triste realidade: atualmente os advogados não estão acionando a Justiça para defender os trabalhadores apenas em direitos econômicos, mas em direitos básicos de qualquer ser humano.

Foi o que destacou a doutora Gabriela Ferreira, em sua participação sobre as demandas judiciais do SEEB-RO contra os bancos. Ela mencionou, como exemplo:

  • O sofrimento que um funcionário PCD que, por muitos anos, com a falta de acessibilidade na agência do Santander (que não possuía elevador, algo que o impedia de ter acesso ao segundo piso) ele tinha que pedir para colegas esquentarem sua refeição e, nas reuniões, sempre teve que participar através de vídeo;

  • Casos em que empregados do Banco do Brasil foram assediados ou intimidados, via aplicativo de mensagens, para, se caso testemunhassem em ações judiciais de empregados contra o banco, teriam faltas lançadas em folha de pagamento;

  • A Junta Médica particular criada, de forma unilateral, pela gestão da Caixa em Rondônia, que ignora e despreza os afastamentos de 90 dias e os reduz para 15 dias, obrigando assim o trabalhador a voltar ao trabalho mesmo adoecido.

“Estes são apenas alguns dos muitos casos que chegam ao nosso conhecimento. Nos causa revolta acompanhar tantos relatos de bancários que dizem chegar, no domingo à noite, e já começam a sentir ansiedade, medo e vontade de chorar por saber que, na segunda-feira, terão que chegar à agência que é, sobretudo, um ambiente adoecedor”, detalhou a advogada.

“Por isso, enquanto coordenadora trabalhista do Escritório, quero reafirmar nosso compromisso diário em enfrentar, com vocês, as lutas coletivas e individuais, e através disso, melhorar as condições de trabalho e, no ano que vem, estarmos aqui em uma situação muito melhor do que observamos hoje. Sabemos que é uma luta muito difícil pois estamos falando de instituições bilionárias e gigantescas, mas unindo forças, podemos conseguir vencer”, concluiu Gabriela.

NAS COOPERATIVAS O LUCRO TAMBÉM É A PRIORIDADE

O doutor Tiago Staudt Wagner contou que, assim como acontece nos bancos, a situação dentro das cooperativas de crédito também é preocupante quando se trata de condições de trabalho e pressão por cumprimento de metas. “As estruturas das cooperativas muitas vezes são melhores do que as das agências bancárias, mas a cobrança também é sobre-humana, pois embora tenham um projeto diferente, nas cooperativas de crédito o objetivo é o mesmo, o lucro”, enfatizou.

Ele também explicou que, diferentemente dos bancos, onde a luta em defesa da pauta de reivindicações da categoria é feita a nível nacional, nas cooperativas de crédito a atuação da assessoria jurídica do SEEB-RO é feita de forma local e diretamente nas mesas de negociação com os representantes patronais.

“Por isso é importante que o cooperativário conheça mais sobre a nossa atuação e procure o Sindicato, para que possamos lutar juntos para obter conquistas junto aos empregadores. Temos uma grande equipe de advogados para receber e fazer estes encaminhamentos. Por isso reforçamos o pedido para que os trabalhadores em cooperativas de crédito estejam engajados, e que também chamem os colegas – que estejam passando por essas situações – para que possamos fazer os devidos encaminhamentos jurídicos. Queremos ser um catalisador e um colaborador na busca pelos direitos de cada um dos trabalhadores do ramo financeiro de Rondônia”, finalizou Tiago.

O Escritório Fonseca & Assis Advogados Associados responde pela assessoria jurídica do SEEB-RO há quase trinta anos, e está de portas abertas para atender as demandas de todos os bancários e cooperativários filiados.

Fonte: SEEB-RO

Comente o que achou:

Jornal

Cartilha